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domingo, 7 de novembro de 2010

Apenas mais uma


Já passei muito frio nas esquinas do mundo,
E vislumbro cada dia a tristeza dos olhares,
Meninos ingênuos querendo ser gente grande,
Homens franzinos que eu transformo em gladiadores,
Ofereço meu corpo em troca de dinheiro,
Mas abro apenas o óbvio,
Minto sorrisos e meias palavras,
Guardo comigo o que me compõe.
Escuto segredos de ombros cansados,
Amantes mal amados de camas vazias,
Recebo presentes e olhares de navalha,
Dos falsos ilibados que encenam suas horas,
Tenho feridas que sangram e outras cicatrizes,
Escancaro a superfície e escondo a alma.
Também assisto novela e sou princesa de faz-de-conta,
Tenho desejos e sonhos e muitas histórias na lembrança,
Conheço os neóns luminosos que camuflam a penumbra,
E os vampiros das madrugadas sempre sedentos.
Aprendi a conviver com aparências hostis,
E a ouvir com paciencia palavras marcadas.
Já me deitei por alguns trocados
E já fiz amor sem cobrar nada,
Amei loucamente e fiz planos ousados
E já fui ao cinema de mãos dadas.
Não trago em mim ilustre novidade,
Posso ser tudo o que querem - e o que quero -,
Sou tantas, não todas, sou mulher,
Sou do jeito que todo mundo é.

Todo mundo tem sua história e não há história que não mereça ser contada... esse poema é uma singela homenagem às muitas amantes mal amadas das madrugadas frias... às mulheres que mostram toda a simplicidade do seu corpo, mas guardam para si toda a complexidade do seu ser...

Beijo pra quem é de beijo.]
Abraço pra quem é de abraço!

terça-feira, 30 de março de 2010

Biografias Horizontais VII


Naquele dia ela recebeu mais um telefonema. Ele queria um programa diferente, mas pagaria bem pelo serviço. De pronto, ela já sabia do que se tratava, mas não teve medo. Aliás, sabia que a morte era sua única certeza e que o sofrimento andaria sempre de mãos dadas com sua alegrias.
Naquele dia ela se vestiu como em qualquer outro e saiu para a labuta. Ao entrar no quarto, deparou-se com um cenário que só havia visto em alguns filmes ou nos seus pensamentos mais psicodélicos. No fundo, sempre teve uma curiosidade em conhecer desse universo, mas o maximo que tinha experimentado foi um par de algemas e um chicotinho preto.
A princípio, não viu ninguém. Apenas uma penunbra e alguns objetos espalhados pelo chão - a maioria difícil de identificar ou saber para que servia. Ela permaneceu calada e começou a explorar cada canto do ambiente. Alguns minutos após sentiu uma forte pegada por trás e, num piscar de olhos, estava com um lenço amarrado na boca. Quando se virou, viu um homem alto, moreno com cabelos lisos e levemente despenteados, completamente nu.
Nesse instante, havia uma misura de apreensão, surpresa e desejo. Antes que pudesse tomar qualquer reação, sentiu um barulho agudo e um forte ardor na parte anterior das coxas. Sem saber exatamente como, num piscar de olhos estava apenas com a blusa, a calcinha e as botas. Depois ele tirou sua blusa e começou a beijar todo o seu corpo. Entre os beijos, algumas mordidas tão fortes que ela podia sentir os dentes penetrando em sua carne. Suas mãos foram amarradas nas costas e, num ato contínuo, ele a colocou de joelhos e arrancou sua mordaça.
Ela se viu de frente com o pênis pulsando e atirou-se violentamente, com as mãos dele pressionando sua nuca. Ao mesmo tempo em que se sentia indefesa, gostava de estar sendo dominada. E continuava a engolir freneticamente até ficar sem ar. Embora ainda estivesse de calcinha e botas, não via a hora de ficar também completamente nua. Dos pudores, se é que ainda os tinha, ela já havia se despido. Resolveu entrar de cabeça no jogo... ( continua ).

Gostaria de pedir desculpas pela displicência que estou com o Blog, mas resolvi fazer um mestrado fora do país e a correria está muito grande. O ares de Portugal estão me fazendo muitissimo bem e espero aos poucos voltar às postagens...
E ai de quem resolver me abandonar. Eu vou atrás... rs!

Beijo pra quem é de beijo.
Abraço pra quem é de abraço.

domingo, 11 de outubro de 2009

Biografias Horizontais VI - Depoimento de J.M.S.


olha, só topei dar esse depoimento pois você me garantiu que não revelaria meu nome. E também gosto de falar. Começei na vida cedo, sabe moço... quando eu tinha doze ou treze anos, não lembro bem ( abaixa a cabeça por um instante), fui violentada pelo meu primo de 19 anos. Nunca contei isso a ninguém. Na verdade, o depois foi muito difícil, sabe? Fiquei meio perdida e muito confusa. Depois disso esse primo meu ficou um bom tempo sem ir lá em casa. Uns dois anos depois, qando eu menos espero, aparece o sujeito lá. Senti calafrios dos pés até a cabeça. Ao mesmo tempo que eu queria que ele desaparecesse quando eu fechasse os olhos, queria tembém que ele me jogasse na cama e fizesse exatamente como fez da outra vez. Que cara é essa moço? Ficou chocado, foi? É que esqueci de dizer que eu tinha uma certa paixão por ele. Coisa de menina sabe.]
Entrevistador: fale mais de sua profissão...
Ah é, essa história me traz umas lembranças tão misturadas em minha cabeça. Ao msmo tempo que dá raiva, dá saudade... enfim.
Aos 16 anos fiquei grávida e fui morar com meu namorado. Perdi o bebê aos seis meses de gestação e, logo em seguida, levei um pé na bunda daqueles e, não queria voltar pra casa de meus pais de jeito nenhum. Foi aí que conheci a dona do Pinguelo Doce. Na época, o Pinguelo era o centro da boemia da cidade, lugar bem frequentado e, olhando de fora, nem era assim tão sujo... mas se você vasculhasse direito, ia ver cada coisa absurda. Imagina uma casa com 14 mulheres e dezenas de homens por noite? Deu pra perceber que limpeza não era o forte do local...
Bem, foi assim que começei nessa "carreira" (risos), com 16 pra 17 anos. Dona Cabeluda tinha umas técnicas que deixava a gente apertadinha que nem menina moça ( risos). O pior em trabalhar com sexo é que homem bonito geralmente consegue de graça, né? Então sobrava a rebarba pra gente. Era cada trapo que aparecia lá. Eu só beijava na boca se fosse branco. Não tenho nada contra preto sabe, mas ía cada negão lá que era o "cão chupano manga". Dona Cabeluda nao deixava a gente recusar cliente, a menos que a menina tivesse mortinha da silva. Mas ela era uma boa pessoa. Tinha uma menina que ela pegou pra criar desde novinha. Tratava como se fosse filha. Mas, como ela mesmo dizia: "vergonha é roubar e não levar, minha filha". Hoje sou feliz por ter conseguido construir uma familia. Não gosto muito de ficar remexando no passado, mas confesso que foram tempos difíceis, mas havia muita alegria. Se pudesse voltar atrás, não sei se faria diferente não... isso fez parte do que eu me tornei hoje sabe. E negar isso, seria negar uma parte de mim.

Esse foi o depoimento de J.M.S. que é casada há cinco anos e tem um filho de tres anos. Trabalhou por cerca de 10 anos na casa de tolerancia de Dona Cabeluda ( nome fitício) como profissional do sexo. Hoje ela é psicóloga formada pela Universdade Federal da Bahia e é uma mulher que enfrenta todos os seus fantasmas de cabeça erguida. E resolveu compartilhar um pouco de sua história com o Biografias Horizontais.

Beijo pra quem é de beijo.
Abraço pra quem é de abraço!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Biografias Horizontais IV - Sobre mulheres e outros mistérios


Desde pequena aprendi que a vida não seria fácil, mas eu sempre teria vários caminhos para escolher. Nunca sou be quem foi meu pai. Na verdade, nem sei ao certo se minha mãe sabia. Ela era daquelas putas indiscretas, que não fazem a menor questão de esconderem suas identidades. Ela era a rainha das esquinas ( como sempre dizia quando tomava um porre daqueles). Nasci pelas mãos de madame Dorotéia, uma puta velha que um dia já havia sido muito rica (pelo menos é o que dizem. Não me lembro muito bem da minha infância. Por isso, às vezes tenho a impressão de que já nasci puta. É a inexorabilidade da vida. Foi para isso que eu vim a este mundo. Sei dos meus potenciais. Sei que poderia voar bem mais longe. Mas quem disse que eu não vôo? Minhas asas cortadas aprenderam que não há grande problema em voar um pouco mais baixo. Confesso que tocar a vida como um barco na tempestade não é fácil, bem sei. Mas sinto que se vivesse na calmaria, eu mesmo arrebentaria meu barco para que ele afundasse. Gosto de movimentos e de cores. Aliás, uma das poucas lembranças que tenho da minha infância são os neóns e os brilhos intensos que davam vida à penumbra dos bordéis. É, acho que nasci mesmo puta. Poderia até ter sido outra coisa. Mas resolvi deixar que os ventos me levassem. Sem cais ou porto seguro, vivo me perdendo por esse mundo. E, de maré a maré, vou acumulando lembranças, sonhos perdidos, sorrisos lançados e lágrimas insistentes que teimam em me afogar de vez em quando.

Gostaria de agradecer ao carinho que tenho recebido e às inúmeras palavras escancaradas aqui no Blog... sintam-se sempre em casa e, para não perder o costume, Vamos falar de sexo?

Beijo pra quem é de beijo.
Abraço pra quem é de abraço.
Bom, quem quiser algo mais, estou aberto a novas possibilidades (:

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Biografias Horizontais IV / Flores Horizontais


Aos 12 anos a menina conhece seu primeiro homem. Enquanto as bonecas vão desaparecendo, as ilusões vão se multiplicando. Aos 13 anos ela faz seu primeiro aborto e, junto com aquele feto, ela expulsa do seu corpo sangue e sonhos. Aos 15 anos ela chora pela morte de sua inocência. Percebe que a vida é cruél para as pessoas ingênuas. Aos 16 anos ela já teve tantos homens que até perdeu a conta e já abandonou tantos sonhos... Aos 18 anos ela se apaixona pela primeira vez. Ele promete largar a esposa e lhe jura amor eterno. Depois paga pelo serviço e vai embora como qualquer outro. Só que ela está cansada de abrir as pernas para a enrada de promessas e saída de sonhos. E assim a vida vai passando e ela completa 30 anos. Os homens já não a querem mais. A vida já não a quer mais. Após várias carteiras abertas para abrirem suas pernas, ela resolveu fechar os olhos e, dessa vez, não abrí-los jamais. Resolveu parar de sonhar, de vez.

A Prostituição, como tudo na vida, tem várias faces. Certas vezes ela é apenas o caminho mais fácil. Certas vezes ela torna-se inexorável. Cada menina, cada menino, cada esquina têm suas histórias. O poema abaixo é, acima de tudo, uma homenagem às amantes mal amadas das frias madrugadas... muitas vezes nos esquecemos que, por trás dos lençóis, existe uma mulher como qualquer outra...


Flores Horizontais


Todas as tardes ao pôr do sol
Apareciam na janela
As murchas flores da noite.
Ora de uma palidez sorumbática,
Ora de um pretume sombrio,
Mas sempre despetaladas e apáticas,
Eram talos de espinhos cuja rosa se perdera,
Restando uma tenra lembrança
Perceptível nos olhares profundos e lânguidos.
As janelas eram iluminadas pelos néons
E pelo brilho gelado dos rostos lustrosos.
De longe, via-se os contornos disformes
Das putas inverossímeis,
Amantes mal amadas das frias madrugadas,
Peitos e pernas perambulantes nas calçadas,
Mulheres da vida ( nada fácil )
Que sonham e sofrem como qualquer outra.
Que levam bofetadas da sorte e são espancadas pelo tempo.
Que são marcadas a ferro pelos currais do mundo.
Mas não desistem de lutar.
Mas não desistem de amar.
Pois são mulheres, acima de tudo.

Beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço!
E não se esqueçam que aqui vocês podem escancarar todo o sentimento guardado, todo o desejo reprimido e todas as palavras silenciadas... Vamos falar de sexo?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Biografias Horizontais III - entre meninos e esquinas


Na aula de medicina legal, ouvi uma história que me marcou muito. Um menino nasceu em uma cidadezinha do interior da Bahia com os testiculos internos. Até aí tudo normal, mas conforme o tempo foi passando, seu corpo ia ganhando contornos mais femininos do que deveria. Começou a sofrer desde cedo o pesado fardo do preconceito e iniciava ali uma vida de duras batalhas. Inconformado com a situação, seu pai o expulsou de casa com apenas 13 anos de idade. Sozinho e desamparado, ele ainda estava aflorando sua sexualidade. Ainda não sabia bem se gostava de meninos ou meninas, mas ele tinha que fazer uma difícil escolha: foi embora para Salvador e começou a se prostituir em uma esquina da Avenida Carlos Gomes. Praticamente todo mês ele ia parar em alguma das salas do instituto médico legal aqui de Salvador. Brigas, aagressões, chutes, socos e insultos. Aprendeu com o tempo que a melhor resposta é aquela que se dá, e jamais levava desaforo pra casa. Os engalfinhamentos por disputa de ponto e/ou de clientes também eram constantes. Cada ida ao IML era mais uma marca que a vida lhe deixava. Cada perícia realizada era o retrato de uma hipocrisia e crueldade sem limites. Até que um belo dia, o menino daquela cidadezinha chegou para sua última perícia: tinha sido violentado e levado inúmeras facadas. Cada um de nós, com nossos preconceitos velados, com nossas hipocrisias camufladas e com nossos dedos tesos, ajudamos a empurrar aquela faca toda vez que ela penetrava em sua carne. Espero que esse texto incite uma reflexão sobre as concepções, as idéias e, principalmente, sobre as atitudes de todos. Não julguem ninguém pela cama. E não se esqueçam que todo mundo tem sua história. E não há história que não mereça ser contada.

P.S.: Essa é uma história real e, infelizmente, muito mais comum do que imaginamos.

Grande abraço a todos os meus leitores e obrigado pelas palavras de carinho e incentivo. Esse Blog é de todos vocês. Aberto a todo e qualquer tipo de discussão e ponto de vista. Obrigado também àqueles que têm carinhosamente ofertado selos ao Blog.

E deixem suas perguntas, dúvidas ou curiosidades sobre sexo lá no quarto da sexcilia. Ela está ansiosa em responder aos questionamentos de todos. Fica logo aí ao lado. E pode entrar sem bater viu!

E então, vamos falar de sexo?

sábado, 23 de maio de 2009

Belle michê ( Biografias Horizontais II)


Visto de longe, parecia mais um cara desses que só alcançam uma ereção completa quando levantam um peso exorbitante no supino. Mas, visto de perto, tinha-se a certeza. Alto, moreno, corpão sarado, enfim, todos os dotes corporais almejados por uma multidão de mulheres – ou não – afoitas por uma louca noite de sexo ardente e selvagem. Logo que começou a fazer programa, ele estava disposto a atender somente mulheres, ou, no máximo, casais modernos e descontraídos. Era tudo um grande barato. Começou a freqüentar lugares caros, comprou um carro 0 km e fumava um baseado às vezes – mas só de leve. Certo dia, ele recebeu uma proposta tentadora e aceitou sem pestanejar. Um empresário casado de caráter reto e reputação ilibada o havia convidado à satisfazer seus desejos mais ocultos – ou, talvez, nem tanto. Enquanto não chegava a hora do encontro, ele se perguntava o quão infeliz devia ser aquele cara. Se escondia de todos e, principalmente, de si mesmo. Encontraram-se em um bom motel da cidade e, para sua surpresa, foi uma experiência surpreendente. Houve apenas sexo. De um modo inesperadamente intenso, mas nada mais que sexo. A única palavra que fora ouvida em meio a alguns gemidos foi “ belle michê”. Algum tempo depois, o cliente se vestiu de forma automática e compenetrada, tão rápida quanto se havia despido, deixando transparecer a habitualidade da conduta. O rapaz ficou mais um tempo na cama, totalmente sem roupa e despido de muitos pudores. Ele sabia que podia ser muito mais do que um garoto em busca de dinheiro. Ao contrário do que esperava viu que aquele homem no quarto também não era por inteiro. Tampouco teve espasmos de felicidade por finamente, estar supostamente mostrando sua verdadeira face. Percebeu que a máscara do ator pode ser, na verdade, um molde harmônico de sua aparência. E que sua face nua pode ser o reflexo de uma máscara invisível. Acabava de sair daquele quarto de motel um garoto decidido a enfrentar todas as suas batalhas. Deixava seu passado ignoto para mergulhar no profundo abismo do futuro. Mesmo sem as dores do parto, nascera naquele momento o belle michê. Olhos gigantes e lábios famélicos lambuzados de um instigante porvir.

Vamos conversar um pouco? Gostaria de saber sua opinião: você considera a prostituição uma profissão como outra qualquer?

Grande abraço a todos os que estão contribuindo para a construção desse espaço!

sábado, 16 de maio de 2009

Biografias Horizontais I


Sou puta! Respondia sem pestanejar quando questionada sobre sua profissão. Isso não era nenhuma vergonha. Ela jamais roubou. Baseados eram raridades que serviam apenas para amenizar aparências hostis. O pior em trabalhar com sexo é que pessoas bonitas, geralmente o conseguem de graça. Não era apenas o dinheiro que a estimulava, mas também o prazer. Um orgasmo múltiplo era sua remuneração mais desejada. Ela não era ninfomaníaca, simplesmente gostava de se sentir preenchida. Para ela, sua profissão era a mais completa de todas. Trabalhava, literalmente, com prazer. Estabelecia sua própria jornada e os honorários não eram ruins. Fazia faculdade de Direito pela manhã e, o que por sinal ela adorava, podia fazer um amplo trabalho social. Afinal de contas, indivíduos sem sexo ficam extremamente depressivos e/ ou agressivos. Ela não oferecia só sexo. Havia um poderoso divã no meio de suas pernas. Ela abria o óbvio e os homens escancaravam o mais oculto de seus sentimentos, desejos e frustrações. O sorriso dos clientes a agradava muito. Era o sinal de um trabalho bem feito e de mais um dever comprido.

Sejam todos bem vindos e espero que gostem do Blog. Esse é um espaço aberto, portanto fiquem a vontade para escancarar seus pontos de vista, suas dúvidas, seus anseios, suas necessidades, enfim, aqui falar de sexo é a regra. Não dói, não machuca, mas liberta e amplia nossos horizontes para o desconhecido. Afinal, sexo é vida!

Grande abraço a todos.