sábado, 23 de maio de 2009

Belle michê ( Biografias Horizontais II)


Visto de longe, parecia mais um cara desses que só alcançam uma ereção completa quando levantam um peso exorbitante no supino. Mas, visto de perto, tinha-se a certeza. Alto, moreno, corpão sarado, enfim, todos os dotes corporais almejados por uma multidão de mulheres – ou não – afoitas por uma louca noite de sexo ardente e selvagem. Logo que começou a fazer programa, ele estava disposto a atender somente mulheres, ou, no máximo, casais modernos e descontraídos. Era tudo um grande barato. Começou a freqüentar lugares caros, comprou um carro 0 km e fumava um baseado às vezes – mas só de leve. Certo dia, ele recebeu uma proposta tentadora e aceitou sem pestanejar. Um empresário casado de caráter reto e reputação ilibada o havia convidado à satisfazer seus desejos mais ocultos – ou, talvez, nem tanto. Enquanto não chegava a hora do encontro, ele se perguntava o quão infeliz devia ser aquele cara. Se escondia de todos e, principalmente, de si mesmo. Encontraram-se em um bom motel da cidade e, para sua surpresa, foi uma experiência surpreendente. Houve apenas sexo. De um modo inesperadamente intenso, mas nada mais que sexo. A única palavra que fora ouvida em meio a alguns gemidos foi “ belle michê”. Algum tempo depois, o cliente se vestiu de forma automática e compenetrada, tão rápida quanto se havia despido, deixando transparecer a habitualidade da conduta. O rapaz ficou mais um tempo na cama, totalmente sem roupa e despido de muitos pudores. Ele sabia que podia ser muito mais do que um garoto em busca de dinheiro. Ao contrário do que esperava viu que aquele homem no quarto também não era por inteiro. Tampouco teve espasmos de felicidade por finamente, estar supostamente mostrando sua verdadeira face. Percebeu que a máscara do ator pode ser, na verdade, um molde harmônico de sua aparência. E que sua face nua pode ser o reflexo de uma máscara invisível. Acabava de sair daquele quarto de motel um garoto decidido a enfrentar todas as suas batalhas. Deixava seu passado ignoto para mergulhar no profundo abismo do futuro. Mesmo sem as dores do parto, nascera naquele momento o belle michê. Olhos gigantes e lábios famélicos lambuzados de um instigante porvir.

Vamos conversar um pouco? Gostaria de saber sua opinião: você considera a prostituição uma profissão como outra qualquer?

Grande abraço a todos os que estão contribuindo para a construção desse espaço!

15 comentários:

  1. Nossa assunto polêmico...
    Não considero profissão.
    Acho que é escolha. E não afalta dela
    Mas não condeno, cada um escolhe oque fazer com seu corpo.
    Mesmo porque acho que a pior prostituição é aquelas mascaradas como "casamento"
    Onde o "amor" é material...

    Adorei seu comentário em meu blog...
    Grande beijo

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  2. Olá!!! Qual a origem do teu “nick” e os mistérios que estão por trás dele??? Diz-nos tudo em http://sexohumorprazer.blogspot.com/ , por curiosidade ou simples “cusquice” gostaríamos de sabe-lo!!! Agradecido antecipadamente pela colaboração, HCL

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  3. Olá Roberto, em relação à pergunta, penso que talvez quem envereda pelo caminho da prostituição, o fará certamente pela necessidade, uma necessidade urgente de resolver alguma coisa, existem vários estigmas sociais quanto a este assunto, penso que existem formas diferentes, totalmente diferentes de prostituição, senão vejamos, o porquê de uns serem prostitutos e outros acompanhantes de luxo? Serão prostitutos, os que trabalham na rua...acompanhantes de luxo, os que fazem o mesmo que os prostitutos, mas que têm uma carteira de clientes e fazem-no normalmente de forma discreta e escondida de todos, ora então é aqui que entra a desigualdade social, como mãe de uns e madrasta de outros, é escusado mistificar-mos as coisas e escondermo-nos atrás do papel de parede dizendo que cada um segue o caminho que quer, não meus amigos, cada um segue o seu caminho consoante as oportunidades que encontra e pelas quuais tem a força necessária para lutar!
    Mudem a sociedade e o pensamento, desenraizem-se, deixem a hipocrizia de lado, o nosso olhar faz a diferença e atira uns e outros para um canto mau, e outro menos bom, preferia que todos o fizessem por prazer, em condições de higiene e segurança, a prostituição existe, porquê continuar-mos a fingir que não?!
    Beijinhos
    Liliana

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  4. Podemos considerar a prostituição uma profissão como outra qualquer quando trata-se de uma escolha. Aparentemente, é o caso do personagem do seu post. ("Era tudo um grande barato.")

    Sabemos que é um trabalho difícil, alvo de grande preconceito, e que exige especial atenção à prevenção da saúde, além de muito cuidado com a segurança pessoal. Aliás, esses dois últimos ítens servem para o(a) cliente também.

    Ninguém pode adivinhar, apenas pela aparência, por exemplo, as condições de saúde e o potencial agressivo do outro... Ainda que escolhida, a polêmica vida fácil é talvez uma das profissões mais difíceis de exercer...

    Bjs, Roberto, e inté!

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  5. Nem vou libertar nada. Quero saber mais...

    Abrs

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  6. Obrigado pela visita amigo, otimo seu blog, muito boa a tematica, voltarei sempre...abraços e otima semana...

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  7. obrigada pela visita e muito sucesso nesse seu novo espaço!
    beijos

    maria{SS}

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  8. Uma profissão... pode até ser, assim como conheço mulheres que são esposas profissionais.
    Gostei do seu Blog e da sua proposta.
    Volto mais vezes.
    Elida

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  9. Tão jovem e tratando de assuntos tão sérios e polêmicos...

    Acho que é uma questão de escolha... ou seria falta de escolha? Não sei...

    Acho que cada um sabe o que quer...

    Cada um sabe de si...

    Beijos avassaladores!

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  10. Olááá, vim visitar seu espaço, depois de ter ido lá no meu! ;)

    Adorei o post, aliás, os posts... E digo mais... Não, não acho que prostituição seja igual qualquer outra profissão... Afinal, é diferente... Assim como fazer um transplante é diferente de contruir casas... Mas acho que é uma profissão leal como as outras... E tão perigosa e difícil quanto. Afinal a entrega do próprio corpo para qualquer pessoa não deve ser fácil. Mas isso é polêÊEêêmico... Há controvérsias...

    Besosss e parabéns!

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  11. Qdo é uma escolha, como no post, pode ser considerada uma profissão sim, afinal cada um faz o que quer com o próprio corpo, mas qdo a prostituição é imposta, é degradante, é sofrida, é triste...

    Sucesso!
    Boa semana...bjo.

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  12. hum, que assuntos polêmicos por aqui...
    mas o seguinte, nós acreditamos que cada um sabe o que é melhor para si, e principalmente todos sabemos o que é certo e o que é errado. Por tanto, não nos importamos com o que cada um faz, e sim com o que cada um é, o caráter, o respeito ao próximo e as diferenças é tudo!!!

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  13. Como já disseram, não é profissão.
    É escolha e não por falta de opções.
    E que Bela PINTA!
    Belo TUDO! rsrs
    Bjs...

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  14. Muito legal seu blog!

    Deixo aqui o convite para visitar o nosso site.

    SITE:

    www.eliteacompanhantes.com.br

    Guia de acompanhantes:

    www.eliteacompanhantes.com.br/forum

    Até mais.

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  15. Tá, se tratando da sua pinta...

    Ai que homem pintudo rsrsr
    (Com todo respeito) rsrs

    Beijos

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As palavras são livres. Elas gostem de dançar ao sabor do vento. Então, liberte-as. Escancare aqui suas meias verdades, seus sentimentos, suas dúvidas... prometo que não vai doer!!